quarta-feira, 28 de setembro de 2011

VISITANDO O MUSEU: ESCOLA PORTAL DO SABER


No dia 28 de setembro de 2011, recebemos a Escola Portal do Saber, ficamos felizes que desde cedo os alunos ( faixa etária de 05 anos) são estimulados a conhecerem Instituições Culturais.  Através das cores, formas, texturas e técnicas diferentes,  fazendo descobertas no Mundo das Artes Plásticas.









quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BIOGRAFIAS: DJANIRA MOTTA E SILVA

*FOTO: Djanira. Catálogo da Exposição do Museu Nacional de Belas Artes (pág. 19); São Paulo, 1976.


TRAJETÓRIA DE VIDA



Nasceu em Avaré - SP, em 20 de junho de 1914 e faleceu no Rio de Janeiro - RJ, em 31 de maio de 1979, aos 65 anos.


Descendente de austríacos e de índios guaranis, Djanira da Mota e Silva passou a infância em Porto União (SC), onde trabalhava na lavoura. Na adolescência, voltou para a cidade natal, Avaré (SP). Em 1928, seguiu para São Paulo, onde foi vendedora ambulante. Ganhava pouco, morava e comia mal, mas trabalhava além de suas forças.

Contraiu tuberculose e foi internada no pavilhão de pacientes terminais do Sanatório Dória, de São José dos Campos, nos 1930. No hospital, teve acesso pela primeira vez a pincéis e telas. Djanira passou a pintar figuras de um Cristo contorcido em dores, como os pacientes do pavilhão dos desenganados.

Para espanto dos médicos, ela se recuperou e recebeu alta, quase que completamente curada. Mudou-se nos anos 1940 para o Rio de Janeiro, onde se casou com Bartolomeu Gomes Pereira, um maquinista da marinha mercante. Ele morreu quando um submarino alemão torpedeou o seu navio na Segunda Guerra Mundial.

Viúva e sozinha, alugou um quarto na Pensão Mauá, em Santa Teresa, e viveu como costureira. Os outros hóspedes eram estudantes de pintura com poucos recursos e alguns pintores estrangeiros refugiados de guerra. Entre eles, o romeno Emeric Marcier, que trocou casa e comida por aulas de arte. Djanira aprendeu técnicas, porém, permaneceu fiel ao seu estilo simples.

Próximo à pensão, o Hotel Internacional reunia pintores mais ricos, como os exilados franceses Arpad Szenes e sua mulher Maria Helena Vieira da Silva. Djanira passou a receber apoio. Participou do Salão Nacional de Belas Artes em 1942, e fez duas exposições coletivas e uma individual.

Toda a obra de Djanira está marcada por sua pesquisa sobre a cultura de nossa terra. Em 1950, mora por seis meses com os índios Canela do Maranhão antes de pintá-los. 

Em 1952, viajou pelo Brasil para colher imagens do cotidiano e de festas religiosas. Essa foi a fase mais expressiva de sua carreira. Representou pescadores, trabalhadores do campo e da cidade, e o místico sincretismo do catolicismo e cultos afro-brasileiros.

O painel "Santa Bárbara" (1964), de 130 metros quadrados e 5300 azulejos, é um dos melhores exemplos desta fase e está hoje no Museu Nacional das Belas Artes do Rio de Janeiro. A obra é uma homenagem aos 18 operários mortos na abertura do Túnel Santa Bárbara, entre os bairros de Catumbi e Laranjeiras, no Rio de Janeiro.


Em 1979, com a saúde novamente debilitada, entrou na Ordem Terceira do Carmo e mudou o nome para Teresa do Amor Divino. Morreu no convento.


 OBRAS

Painel de Djanira (Santa Bárbara) no
Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
Rio de Janeiro-RJ



Estudo para o Painel de Azulejos do Túnel Santa Bárbara 
guache s/ papel




         Colheita de Café 
   xilogravura impressa s/ papel



A Indústria Automobilística Brasileira 
          óleo s/ tela





quarta-feira, 6 de julho de 2011

BOLETIM MINC


MARANHÃO

Concurso Literário e Artístico

A partir do dia 11 de julho, estarão abertas as inscrições para o 34º Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís. O edital é uma realização da Fundação Municipal de Cultura de São Luís e está organizado nas categorias Prêmio Aluísio Azevedo, Prêmio Antônio Lopes, Prêmio Sousândrade, Prêmio Inácio Cunha e Prêmio para Jornalismo. O evento possui caráter competitivo e classificatório. A participação é gratuita e dividida em obras destinadas ao público infanto-juvenil e adulto. As inscrições poderão ser feitas até 31 de agosto. Confira:  http://www.funcsl.wordpress.com/

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MOSTRA FOTOGRÁFICA NO MUSEU


A rainha Nã Agotimé, esposa do rei Agingolo, era conhecida em sua aldeia pelas histórias que contava sobre seus ancestrais e sobre o culto aos reis mortos. Guardava os segredos do culto a Xelegbatá, a peste.

Adandozan, filho de um primeiro casamento do rei, assumiu o trono com a morte do pai e tratou de mantê-la isolada, acusando-a de feitiçaria, não hesitando em vendê-la como escrava. Em Uidá, grande porto de venda de escravos, Agotimé foi jogada nos porões imundos de um navio e trazida para o Brasil.

Conheça mais um pouco desta história visitando a mostra que é composta de imagens feitas pelo fotógrafo maranhense Márcio Vasconcelos que fica em cartaz até o mês de agosto no Museu de Artes Visuais, localizado na Rua Portugal, 273, Praia Grande, São Luís/MA.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

BIOGRAFIA DO MÊS: DANILO DI PRETE

 
Danilo Di Prete (Pisa / Itália, 17 de junho de 1911 – São Paulo, 8 de março de 1985), pintor, ilustrador, cartazista. Artista autodidata, iniciou sua carreira artística aos 20 anos. No período da Segunda Guerra, integrou o Grupo de Artistas Italianos em Armas que faziam ilustrações de episódios da guerra na Albânia, Grécia e Iugoslávia.

Em Viareggio (Itália), trabalhou na preparação de carros alegóricos e bonecos para desfiles carnavalescos.

Mudou para São Paulo, em 1946 e se dedicou à arte publicitária. Na década de 50 retornou para a pintura – direcionando seus trabalhos para o abstracionismo – em busca de uma pintura, como ele dizia, cósmica. Antes de se mudar para o Brasil, suas obras eram figurativas (natureza morta, retratos) com experimentos de composições futuristas e cubistas.

Trabalhos em óleo, construções em relevo, objetos com feixes de luz, cor e movimento tendo como propulsores motores, correntes de ar e efeitos ópticos, foram seus grandes e revolucionários feitos.

Participou da 1ª e 8ª Bienais de São Paulo (prêmio nacional de pintura em ambas), da 7ª Bienal Internacional de São Paulo (prêmio no Concurso Internacional de Cartazes), e de mais doze bienais. Na Itália (em 1968) recebeu a cruz e o título de Cavaliere Ufficiale della Republica Italiana e em São Paulo (ano de 1982), recebeu a Medalha Ciccillo Matarazzo concedida pelo Centro Cultural Francisco Matarazzo Sobrinho.




ALGUMAS OBRAS EM 03 TEMPOS




Natureza Morta
58 x 76.5 cm
Óleo sobre tela
Ano: s/d 








Erupção (1968)






  
 
           
           Mar da Tranqüilidade (1971)